Boa noite Vitória!
Parabéns pelo ano de amamentação da sua filha!
Penso que o fórum teve um problema por isso a sua questão desapareceu.
O que a OMS refere como 3 a 4 refeições por dia são alimentos de comida complementar, em que a criança se senta para comer, que são mais pesados, podem sempre ser completados com leite materno se a mãe está presente, sem problemas. Se a sua filha almoça, lancha e janta, está muito bem, faz 3 refeições.
Espero que não fique mais confusa com a informação que vou dar. No campo nutricional existem poucas verdades absolutas. Aliás se consultar 2 pediatras diferentes provavelmente houve sugestões de alimentação distintas para a mesma criança. Qd fazem perguntas concretas acerca da comida complementar para crianças amamentadas geralmente citamos e seguimos as indicações dadas pela OMS pois têm equipas que exploram exaustivamente estes assuntos.Os investigadores calculam o que as crianças em média gastam por dia para se movimentarem, manterem e crescerem, tentam perceber que parte dessa energia pode vir do leite materno, e depois fazem recomendações em relação à alimentação complementar consoante as idades. Mas a verdade é que os próprios investigadores põem algumas reticências em relação às suas recomendações e cálculos. Na América do Sul, houve um país em que fizeram uma grande campanha para conseguir que as crianças de uma determinada idade comessem 5 refeições por dia pois com base nos tais cálculos isso seria o ideal. No fim da campanha, quando foram analizar os dados concluiram que essas crianças a quem tinham insistido para comer 5 refeições de comida complementar tinham mamado menos e algumas tinham inclusivé desmamado mais cedo que num grupo de controle (crianças a quem não se insistia para comerem as tais 5 vezes ao dia). Consequentemente como mamaram menos ou deixaram de mamar tinham tido mais problemas de saúde vários e no geral, não se encontravam melhor, antes pelo contrário, do que as crianças que comiam menos mas mamavam mais.
Assim devemos olhar para as recomendações acerca da comida complementar da seguinte forma: deve-se oferecer alimentos complementares seguros e adequados o n.º de vezes recomendado por dia. A criança deve ser livre para escolher comê-los ou não, quais deles quer e em que quantidade. Pode oferecer-se mama antes, durante ou após qq refeição de comida complementar sem receio. Se a sua filha não quer sopa ao jantar ofereça muito pouca quantidade, pode ser que haja algum dia em que lhe apeteça. Se ela prefere o 2º prato, está OK, as crianças sabem escolher os alimentos que precisam desde que as opções sejam saudáveis. Não faça da sopa um “cavalo de batalha”, não vale a pena. Às vezes dando de jantar mais cedo eles comem um bocadinho melhor, pode experimentar jogar com o horário da refeição a ver se altera alguma coisa, às vezes as crianças comem melhor tipo às 18h.
Depois do 1º ano de vida a quantidade de leite que as crianças precisam por dia reduz-se. Por isso, a minha sugestão vai no sentido de susbstituirem o leite que dão à filha na sua ausência por outros alimentos e que gradualmente começe a retirar menos leite durante o dia até ficar confortável sem tirar leite. Não precisa de ter receio em relação à manutenção da produção de leite, desde que sempre que estiver com a sua filha der de mamar a pedido a produção de leite mantem-se adequada às suas necessidades, quando a amamentação tem uma certa duração a sua manutenção deixa de exigir tanto trabalho. O facto de agora estar agora a tirar um pouco menos de leite no trabalho não deve causar preocupação, há sempre fases em que se tira menos outras mais, a criança em si, geralmente tira tudo o que precisa, é muito mais eficiente que qualquer bomba de extracção.
A alteração de comportamento da sua filha em relação aos alimentos deve-se muito provavelmente à chamada anorexia do 1ª ano. Como o ritmo de crescimento abranda depois do 1º ano de vida a necessidade de alimentos tb se reduz. Muitos pais ficam apavorados com o quão pouco os filhos agora comem. Há que perceber que são fases que atravessam, que desde que se encontrem bem de saúde e que lhes ofereçamos os alimentos adequados eles vão ficar bem, que é mesmo assim, faz parte do processo de crescimento. Passo a citar do livro "mi nino no me come" do Dr. Carlos Gonzalez (só existe em espanhol, espero que dê para perceber):
"Muchos dejan de comer al año
Como hemos visto, los bebés comen, en relación con su tamaño, mucho más que los adultos. Eso significa que, en el proceso de hacerse adultos, tarde o temprano tendrán que empezar a comer menos. Más temprano que tarde, para sorpresa y terror de muchas madres. Los niños suelen , aproximadamente, al cumplir el año. Algunos ya dejan de comer desde los nueve meses; otros hasta el año y medio o los dos años. Unos pocos nunca dejan de comer, mientras que otros .
El motivo de este cambio alrededor del año es la disminución de la velocidad de crecimiento, que ya hemos comentado. En el primer año, los bebés engordan y crecen más rápidamente que en ninguna otra época de su vida extrauterina. Durante el segundo año, en cambio, el crecimiento es mucho más lento: unos 9 cm, y un par de kilos. Así tenemos que, de los tres principales capítulos del gasto energético, la energía necesaria para moverse aumenta, porque el niño se mueve más; y la necesaria para mantenerse con vida también aumenta, porque el niño es más grande. Pero la energía necesaria para crecer disminuye de forma espectacular, y el resultado es que el niño necesita comer lo mismo o menos. Según los cálculos de los expertos, los niños de año y medio comen un poquito más que los de nueve meses; pero eso no es más que la media, y muchos niños de año y medio comen, en realidad, menos que a los nueve meses. Los padres, no informados de este hecho, se hacen un razonamiento aparentemente lógico: con un año come tanto, con dos comerá el doble. Resultado: una madre intentando dar el doble de comida a un niño que necesita la mitad o menos. El conflicto es inevitable y violento.
¿Hasta cuándo siguen los niños sin comer? La situación suele ser transitoria. En efecto, muchos niños, hacia los cinco o siete años, al aumentar su tamaño corporal, empiezan a comer algo más que antes. Pero no siempre es este pequeño aumento suficiente para colmar las aspiraciones de sus familias. Por una parte, la cantidad de alimento que cada persona necesita es muy variable, y algunos niños comen mucho más o mucho menos que sus compañeros de la misma edad y tamaño. Por otra parte, las expectativas de los padres pueden ser también muy distintas; algunas madres se conformarían con que su hijo se acabase el plato de macarrones, otras esperan que después de los macarrones se coma también un bistec con patatas, un plátano y un yogur. Por uno u otro motivo, muchos niños siguen hasta el inicio de la adolescencia. Entonces, cuando el lento crecimiento de los años precedentes se convierte en , los muchachos sienten un insaciable apetito, y para asombro y alegría de sus madres, arrasan la nevera y meten todo lo que encuentran dentro de un bocata.
Una madre, Cristina, recuerda claramente el momento en que su hijo, a los quince meses, dejó de comer:
Mi hijo de dieciséis meses siempre ha comido bien: purés de verdura con pollo, pescado o huevo, fruta, arroz, espaguetis… lo que nunca ha aceptado bien es la papilla de cereales. También se empeña en comer solo y le dejamos (aunque con ello come menos). El problema es que desde hace un mes y de pronto ¡no quiere comer! No es que rechace algún alimento y pueda darle otro; lo que ocurre es que come dos o tres cucharadas y ya no quiere más. Hemos intentado todo: he probado con legumbres, comida no tan pasada, entretenerle con cosas (incluso los abuelos le sacan a la terraza a darle de comer).
Vale la pena fijarse en otro comentario que nos hace Cristina, como de pasada: su hijo en comer solo, pero así come menos. Alrededor del año, los niños suelen atravesar una fase en que quieren comer solos y disfrutan haciéndolo. Claro, comen menos, tardan más y se ensucian. Si la madre está dispuesta a admitir estos pequeños inconvenientes, probablemente su hijo seguirá comiendo solo el resto de su vida. Si por rapidez y comodidad (y sobre todo para que coma más) la madre opta por darle ella de comer, es probable que al cabo de un par de años lamente su decisión. Pues los niños de dos o tres años ya no suelen mostrar el mismo espontáneo deseo de comer solos que tienen los de un año."