Fui mãe, pela primeira vez, em Março deste ano, o meu pequenote tem 8 meses e, felizmente, continua a ser amamentado. Nasceu no Hospital de Santa Maria, onde me foi explicada, pela parteira, a amamentação e como fazer a "pega perfeita" para amamentar. Mas nem tudo tem sido fácil.
O meu filho é seguido pela Pediatra do Centro de Saúde do Lumiar, sobre a qual tive de concluir que não apoia o leite materno. Logo na primeira consulta (na dos 15 dias) ela informaou-me qual o leite em pó que deveria dar ao meu bébé, explicando-me que seria normal eu ficar sem leite, porque era raro as mães terem leite. Foi aqui que fiquei "com o pé atrás".
Conforme as consultas se foram sucedendo fui ouvindo coisas do género: "se ficar sem leite não faz mal, dê-lhe leite em pó"; o leite materno a partir dos 4 meses não satisfaz as necessidades do bébé"; "com 6 meses ele tem de dormir 10 horas, se acordar não lhe dê de mamar, obrigue-o a dormir porque não há necessidade física que o justifique";
"aos 7 meses tem de lhe dar jantar, porque o leite materno já não preenche as necessidades ao seu desenvolvimento", enfim... um monte de mentiras, às quais já nem presto atenção.
Ouvi falar deste site através de uma amiga, tinha o meu bébé 1 mês e eu sentia dificuldades em amamentar por ter os peitos sempre demasiado cheios, gretados, congestionados. Mas com os conselhos que consultei, e consulto, neste site em conjunto com o livro da Gro Nylander, "Ser mãe pela primeira vez", a amamentação tem sido um sucesso. Com o regresso ao trabalho impuseram-se mais algumas dificuldades e muito stress. No entanto, estou sempre consciente que o meu leite é o melhor presente que posso dar ao meu filho e, por isso, dou-lhe de mamar de manhã, à tarde (após o período laboral) e antes de dormir. Muitas vezes acorda durante a noite e dou-lhe de mamar também. Eu costumo dizer: "tenho um filho viciado na mama!". Mas prefiro assim do que não dar. Claro, no local de trabalho tiro leite todos os dias, para ele ter o prazer de o beber durante o dia, enquanto estou ausente.
Aprendi com vocês que nunca, por razão alguma, devemos desistir de dar o nosso leite aos nossos bébés. Afinal eles merecem o melhor.
Obrigada pela ajuda.
Mónica Nogueira